Junho: Diretrizes orientam Plano de Pastoral

O tempo Pascal culminou em Pentecostes. Cristo Ressuscitado disse aos discípulos: “A Paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, eu vos envio! Jesus soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 21s). A missão da Igreja, pois, é obra de Deus em nós, pelo seu Espírito. Os bispos do Brasil vivemos um Pentecostes de 14 a 24 de abril passado em Aparecida na 62ª Assembleia Geral da CNBB.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, tema central, gestado em quatro anos e guiado pela escuta sinodal, foi aprovado. O objetivo geral é ‘Evangelizar, anunciando Jesus Cristo, como Igreja sinodal, sustentada pela Palavra e pelos Sacramentos, em comunidades de discípulos missionários, fiel à evangélica opção preferencial pelos pobres, a caminho da plenitude do Reino de Deus’.

Ao apresentar aqui as questões nela presentes, temos as Diretrizes que orientam nossos planos diocesanos:

  1. A Igreja Tenda do Encontro; A Escuta dos Sinais; Discernimento para uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão.
  2. Povo de Deus e Missão: Laicato, Ministros Leigos e Leigas, Famílias, Crianças e Adolescentes, Jovens, Mulheres, Pessoas com deficiência e neuro divergência, Idosos, Vida Consagrada, Ministros Ordenados, Povos Indígenas.
  3. Caminhos da Missão: Animação Bíblica da Pastoral; Iniciação à Vida Cristã; Comunidades de discípulos missionários; Liturgia e Piedade Popular; Serviço à vida plena para todos (Evangélica opção preferencial pelos pobres, Promoção, defesa e cuidado da vida, Ecologia Integral).
  4. Compromissos Sinodais: a) Conversão das relações: Proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis, Comunicação; b) Conversão dos processos: Sínodo diocesano e assembleia de pastoral, Conselho de pastoral, Conselho de assuntos econômicos, Dízimo; c) Conversão dos vínculos: Organismos do Povo de Deus; Organismos e projetos missionários; Pacto educativo global e Ecumenismo e diálogo inter-religioso.

Eis o que inspirou o nosso Plano Pastoral como linhas de ação:

1) Iniciação à Vida Cristã no anúncio de Cristo, no exercício da missionariedade e da Sinodalidade;

2) Comunidades de Discípulos Missionários na Comunhão e em todos os níveis – Paróquias, Pastorais, Movimentos e Organismos – para a conversão pastoral a serviço de uma Igreja em saída e de portas abertas;

3) Liturgia e Piedade Popular em sintonia com o Concílio Vaticano II;

4) Fragilidades Humanas e Casa Comum consolidando a opção preferencial pelos pobres; a Promoção, defesa e cuidado da vida; e a Ecologia Integral.

Damos graças a Deus por termos vivido o Tempo Pascal que com Pentecostes nos ungiu e enviou em missão como testemunhas de Cristo Ressuscitado com os apóstolos e a Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe Aparecida, em sua casa.


Dom Antonio Emidio Vilar, sdb 
Arcebispo Metropolitano de São José do Rio Preto