Grito dos Excluídos destaca pautas sociais no Desfile da Independência

A participação da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São José do Rio Preto marcou o desfile cívico de 7 de Setembro. Integrada à iniciativa, a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas mobilizou pastorais sociais, movimentos populares, coletivos autônomos de mulheres, sindicatos, centrais sindicais e entidades parceiras. O grupo levou para a Avenida Bady Bassitt diferentes pautas relacionadas à defesa da vida e à superação das situações de exclusão social. A iniciativa também contou com a participação de jovens de duas comunidades paroquiais da periferia do município, que participaram de encontros formativos promovidos pela comissão organizadora.

Mobilização
“Vida em primeiro lugar” e “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos nossa voz: mulheres vivas e soberania!” foram, respectivamente, o tema e o lema destacados em 2026. A proposta colocou em evidência questões como o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres, o genocídio da população jovem negra e o fortalecimento de uma cultura de paz.

Outro destaque do Grito dos Excluídos foi a defesa do direito à moradia digna. A pauta ganhou importância especial neste ano por sua relação com a Campanha da Fraternidade 2026, que teve como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A iniciativa propôs uma reflexão sobre a realidade habitacional brasileira e sobre a necessidade de políticas públicas que garantam o acesso à moradia adequada, especialmente para as famílias que vivem em situação de vulnerabilidade.

Uma história de compromisso
O Grito dos Excluídos e Excluídas nasceu no contexto da 2ª Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entre 1993 e 1994. A primeira edição foi realizada em 7 de setembro de 1995, tendo como lema “A vida em primeiro lugar”.

A escolha do Dia da Independência carrega um forte significado simbólico. Enquanto o país celebra sua independência, o Grito convida a sociedade a refletir sobre as situações de exclusão que ainda atingem milhões de brasileiros e brasileiras.

Em 1996, a iniciativa foi assumida oficialmente pela CNBB. Desde então, o Grito consolidou-se como uma mobilização nacional que reúne comunidades, pastorais sociais, movimentos populares, organizações da sociedade civil e outros grupos comprometidos com a justiça social. Ao longo de mais de três décadas, diferentes temas relacionados à realidade brasileira passaram a integrar as manifestações realizadas em várias cidades do país. A defesa da vida permanece como um dos principais eixos dessa trajetória.

Em São José do Rio Preto, a participação no desfile reforçou o compromisso da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese com a promoção da dignidade humana e com a atenção às realidades vividas pelas populações mais vulneráveis.

Cobertura
André Botelho
Pascom / Assessoria de Imprensa
Arquidiocese de São José do Rio Preto